domingo, 19 de fevereiro de 2012

Doze anos.....bem.....quase doze anos......AH! É doze anos mesmo!!!!


Amigos e amigas metropolêmicas, metropoléticas, metrossexuais e metropolínicos: eis uma data histórica para constar nos anais do Rock brasiliense. Há mais ou menos precisos doze anos, em uma sexta-feira carnavalesca, alguns molequinhos posers que acabavam de inciar a oitava série do ensino fundamental se reuniam em uma casa por alugar da QI 21 do Lago Sul para tocar umas musiquinhas batidas em uma sala cheia de insuportável eco, munidos de equipamentos Ciclotron e Watson, para desespero da vizinhança. Eram estes Pimpolhos: Daniel "Bigode mal aparado de pré-adolescente tentando imitar o Rogério Flauzino do Jota Quest" Kirjner nos vocais; Flávio "Beiça, vou no Batom na Cueca, Vavá" Martinez no baixo; Henrique "Cambitos de Sabiá, vou no Batom na Cueca" Vargas na guitarra; Giovane "Sem Coluna" (aliás, por onde anda este rapaz?); e, por fim, mas não menos importante, Rafael "Eu gostava de Spice Girls até semana passada mas hoje gosto de Iron Maiden, Caverna" Gontijo.

Lembro que foi uma verdadeira bosta! Tocamos "Heaven's Door" na versão do Guns, todos os outros clichês com três acordes possíveis na música popular do mundo inteiro e mais duas autorais: "Show da Vida" (uma música meio U2 com bronquite) e Sangue Verde-Amarelo (canção surpreendentemente boa para a nossa capacidade da época). Apesar da falta de apuro musical (exceção feita para o nosso amigo guitarrista hoje Mister Olímpia mas na época macarrão com pernas, que já em idade prematura era um gênio! Podia ter sido um novo Dimebag o amigo Piá!) nos divertimos à beça incomodamos a vizinha que, como não tinha telefone na casa, ficou ligando freneticamente para a imobiliária que estava vendendo a casa, hahahahah, e saímos felizes; objetivo conquistado. Lembro que o Filipe, irmão do Piá, na época também magrelo apesar de hoje ser bem gigantesco também, saiu como espectador entusiasmado da bagunça, com um sorriso no rosto e bastante esperança: "para um primeiro ensaio, está ótimo". hahahaha. Lembro que o Felipe até cantou um Metálica pela metade, desafinando as notas mas imbuído de enorme destreza e interpretação.

São muitas as lembranças daquele primeiro ensaio: o Beiça saiu deprimido porque o Caverna fez um monte de piadas acerca de como odiava solos de baixo, aquele jeito sutil de sacanear as pessoas que o atual gênio da mecânica sempre teve; Piá ficou zoando a casa do meu pai, falando que tinha fungos na piscina e que dava para fazer safari no mato alto do quintal; meu pai deu carona para todo mundo no Pointer prateado que ele tinha na época; entre outros detalhes que não valem o tempo de vocês, caros leitores.

Muito tempo passou desde aquele dia (que na verdade não foi a exatamente doze anos atrás porque a sexta de carnaval de então caiu em primeiro de março, mas sempre conto nas sextas de carnaval). Na época, confesso que tinha ambições bem maiores para como eu estaria doze anos depois no ramo musical. Pensava virar Rockstar e dar entrevistas em um prazo de poucos anos; apareceria no Jô Soares, teria que cair no dilema entre meus princípios como músico e me apresentar no Faustão, tocaria no Rock in Rio, entre outras coisas. Contudo, nem naquela época, jamais pensei que depois de doze anos ainda estaria à frente da Metrópole! Palavra! E tocando guitarra então.....hahahah.....nem se fala...... Sim, muita coisa deu errado. Deu mesmo. Mesmo assim tenho muito orgulho desta trajetória, da raça que tivemos, eu e Caverna, para seguir em frente e tocar o barco; dos shows memoráveis que emocionaram as pessoas; da quantidade de amigos que conhecemos nas empreitadas e que tocaram com a gente neste caminho; das viagens em vans e ônibus quebrados; das composições, dos parceiros; e, principalmente da evolução e do aprendizado que a vida nos trouxe. Dedico este post a todos os Metropoleiros que participaram desta banda nesta jornada de altos e baixos; aos amigos que compareceram aos nosso shows; aos admiradores de nossa música; às namoradas e ex-namoradas que nos deram força; e aos pais e mães e familiares que nos deram carona e mesada quando precisou, além de apoio inestimável.

Um abraço a todos!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Emoções roqueiras existenciais de terceiro grau....


O novo álbum Sangue & Cinzas nem foi lançado e nós, metropoleiros, já estamos sendo arrebatados por emoções fortes. Não é que um de nossos queridos convidados especiais do disco, a nossa irmã Mayra Resende, escreveu um texto sobre o que representou participar do projeto? Palavras impressionantes e profundas que refletiram, eu tenho certeza, o que nós da Locomotiva sentimos com experiência árdua e profunda de compor e tocar. Que venham os frutos do futuro trabalho mas, lendo estas palvras, sei que grande parte do nosso objetivo foi cumprido: inspirar a vida de alguém. Abraços e curtam este lindo relato da Mayra.

Kirjner


Onde você guarda o seu Rock'n Roll?


Sempre tive dificuldade em estabelecer definições. Pior ainda quando se tratam de emoções que precisam ser expressas em palavras. Apesar de crescer em um ambiente extremamente musical e buscar me envolver com expressões artísticas, minha escrita e meu espírito sempre se expuseram de forma muito racionalizada e controlada. Basicamente, de forma reativa em cobranças de redações escolares, posteriormente no intercurso acadêmico. “Perder o controle” ou, na percepção de muitos, simplesmente deixar-se transbordar em emoções, sempre foi algo que detestei, gerando ressacas morais torturantes e intermináveis. Quando Dani me convidou para dividir os vocais de “Sangue e Cinzas” (que dá nome ao CD, uma linda surpresa) não imaginava o efeito que poderia ter na minha vida pessoal. Sei que pode soar algo como “O Rock Salva” (taí, bom adesivo de carro), mas ao menos nos últimos meses tem sido uma verdade. Para mim, o Rock não apenas tem me salvado como tem me feito compreender muito de mim mesma. Há muito não me olhava no espelho e perguntava: onde você guarda seu Rock'n Roll?


E, afinal, o que diabos seria isso? Raiva, medo, tristeza, alegria. Não há somente uma palavra que defina o que é sentir algo Rock'n Roll na vida. E foi pensando na experiência da gravação, onde o Dani puxava algo Rock de mim; lembrando das experiências catárticas dos últimos festivais e grandes shows que vi; de todas as biografias do Renato Russo que devorei na pré-adolescência e abriram um longo caminho de busca por referências musicais, pra dali em diante descobrir um mundo totalmente novo; enfim, rememorando tantas experiências redescobri, aqui dentro, esse combo de sentimentos que precisavam fluir. E a Metrópole, assim como os bons e velhos roqueiros que desejam apenas expurgar as energias – sejam boas ou ruins, me presenteou com essa experiência. De estar com amigos na véspera do Natal fazendo coro em faixas do CD. “Escuta e canta do jeito que vir” eram as palavras de ordem. De achar que não importa se eu não sou cantora ou tenho técnica pra isso, valia a pena deixar ver o que iria sair. “Liga o play pra gravar. Não, não tá bom, apaga tudo que eu vou fazer de novo. Mas, TUDO de novo? É. TUDO DE NOVO”. Tem algo mais Rock que isso? Tá sem energia? Tá uma merda? Faz de novo. Diferente e com a real energia que precisa sair.


No lançamento do CD não esperem menos que isso, amigos. Essa energia é mais do que garantida por esses homens com o espírito de bons garotos que amadurecem ao longo do tempo, mas não se perdem em meio a histerias coletivas. Não se interessam em colocar cinquenta e cinco detalhes no som. Pouco se lixam para “instrumentos inusitados”. Não serão luzes, nem violinos, muito menos cores bonitinhas que verão no saudoso Garagem. Apenas o bom, o simples, o autêntico e mais sincero Rock'n Roll que garotos de mentes inquietas e paixão pelo que acreditam conseguem fazer.

Mayra Resende

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Show de Lançamento, histórias da juventude, blasfêmias e softcore: O Sesc Garagem e um Pivete Roqueiro!


Terra à vista, caros amigos da Locomotiva! Hoje foi um dia bem agitado no comando do álbum de estréia que vem vindo por aí: fechamos a data, a hora e o lugar do lançamento do disco novo em nossa querida Brasília Rock City e estamos oitenta por cento confirmados em uma data em Sampa. Não é do caralho?

O álbum chamará, "Sangue & Cinzas", título de uma de suas faixas, e será lançado no dia 17 de junho simplesmente naquele que para mim é o lugar mais roqueiro da cidade: Teatro Garagem na 913 sul. Lá aprendi a gostar de Rock and Roll! Fui ao último show, que na verdade já era um revival, do Little Quail and the Mad Birds, banda punk lendária deste planalto seco, ironicamente minha primeira aventura em um evento do gênero, primeira roda punk...

Depois deste evento vivi muitas coisas naquele lugar que hoje em dia me são bastante caras na memória. Assisti show de Slug e Narcose, apertados em calças justas, agudos e solos de alta velocidade; bandas de Hardcore munidas de munhequeiras que pulavam em conjunto; e, acima de tudo, talvez pela cultura rock da cidade, alguns covers de bandas que gostava muito como: Iron Maiden, Metalica, Korn, Pennywise, Millencolin, Rage Against, entre outras. Eram aqueles shows organizados pelo Ronan, antigo guitarra do PUS, nos quais todo mundo queria tocar de graça, mas quando tocava sempre reclamava que o cara não pagava ninguém. hahaha. Bons tempos. Nessa época que comecei a virar adolescente e fazer merda, bater perna por aí, fingir excentricidades para chamar atenção como falsas depressões e amantes inexistentes. Lembro claramente do nosso amigo gaitista-de-foles Taberna que simulava cenas quentes com a então namorada no gramado do SESC e todo mundo acreditava na mentira e ficava comentando: "Olha lá véi, seu amigo está comendo a mina no meio da rua"! Eu não desmentia, é claro! Aquilo fazia muito sucesso! Ajudava a puxar papo com as minas. Eu não pegava ninguém, mas me divertia. De um jeito totalmente poser, mas me divertia.

Estes shows do Garagem duraram pouco na minha trajetória, acho que menos de um ano (a vizinhança brasiliense, sempre recheada de funcionários institucionais empoderados e endinheirados, proibiu a farra por um longo tempo), contudo foi uma época que marcou. Um período chave na formação de um roqueiro. Lá já estiveram bandas que formaram a identidade do meu lugar, que me fizeram entender Brasília e amar o Rock and Roll.

Não é que nunca tenha tocado no Garagem, já o fiz quando guitarra do Bad Religion cover e no festival Rollapedra com a Metrópole. Contudo, lançar o CD lá tem outro significado: faz-me sentir seguindo os mesmos passos de mitos, quase como fazendo parte de uma via-sacra apócrifa de nobres roqueiros que carregaram a cruz de um país que não os respeitava. Eles abriram caminho para o rock! Começar uma nova jornada no garagem é começar uma peregrinação em solo sagrado.

Perdoem o exagero nos adjetivos mas, como ateu incorrigível, jamais perco a chance de blasfemar em nome da música que é o mais próximo do metafísico que eu chego.

Bem, já me estendi muito neste post! Abraço a todos e os espero dia 17 de junho!

Obs: Uma recomendação que, mesmo descontextualizada, não posso deixar de fazer: Appetite for Destruction do Guns! Se vc não escutou ainda, escuta porra!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Procrastinação, Carlos Marcelo Russo e nostalgia profunda!

Um grande olá para todos os 7,5 frequentadores que aparecem semanalmente no nosso roqueiro Blogue. Venho postar hoje um sentimento saudosista com um cheiro insuportável de naftalina. Na verdade estou procrastinando. Evito redigir um pré-projeto de qualificação que é para a próxima segunda. Mas foda-se o projeto! O negócio aqui é falar de música! E da música falarei, sem tomar muito a paciência dos senhores e senhoras.
Estou lendo avidamente a biografia do Renato Russo escrita pelo Carlos Marcelo. Sem dúvida é a melhor que já li - e olha que me considero um ávido devorador de histórias de vida. O sujeito tem uma desenvoltura estilística extrema e consegue arremessar o leitor na Brasília dos anos setenta e oitenta. Coloca-me em uma época à qual sempre quis pertencer; mas a leitura desperta um sentimento ruim também pela "saudade que eu sinto de tudo que ainda não vi".
Este livro trouxe-me uma insatisfação com o meu tempo. Fez-me lembrar o tanto que eu já desejei ser um compositor no auge da Rádio Nacional , mostrando minhas músicas para o Francisco Alves e tendo que vender a pareceria para ele querer gravar. Conhecer o Lupi, a Dalva, Carmem, Orestes e por aí vai. Mais ainda, a biografia do Renato recordou-me o tanto que já desejei ser Punk em Brasília nos anos oitenta. Assistir um filme chato para caralho do Tarkovsky ou do Godard na Cultura Inglesa, ficar perplexo e deprimido uma semana e discutir a película no dia seguinte com um monte de Punks que fingiram ler Flaubert. Mas o melhor de tudo seria andar nas entrequadras desertas e solitárias e ser surpreendido por uma banda Punk tocando em um comércio falido próximo a um cinema em construção, próximo a uma brasília em construção. Invadir festas, tocar com a Plebe, fazer sexo à beira do lago com a irmã de algum futuro roqueiro famoso.
Mas não adianta lamentar. O passado sempre vai parecer mais colorido. O agora é a gente que faz. Hoje é dia de fazer o presente. Dia de ajustes finais do disco da Metrópole, última etapa antes da mix. Quem sabe não estou fazendo história também? Quem sabe em trinta anos um maluco vai escrever no blogue dele que queria ter vivido o meu tempo, o meu rock. Não custa nada sonhar alto. É de graça!

Abraço!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Novidades roqueiras...


Bom pessoal, aqui quem vos escreve é o Caverna. Venho por meio deste instrumento virtual informá-los à respeito das novidades que envolvem esta velha banda brasiliense.

Primeira informação importante do post: a Metrópole Locomotiva está viva e bem de saúde. Nosso novo disco, "Sangue e Cinzas", terminou de ser gravado recentemente e agora daremos prosseguimento a etapa de pós-produção, focando na mixagem e masterização desse mais novo clássico do rock and roll. O disco conta com 13 faixas inéditas e promete vários hits. Nunca fomos tão progressivos, loucos e alternativos quanto nesse novo trabalho.

Segunda informação importante: agora temos uma página no facebook, onde divulgaremos as novidades da banda de maneira mais curta no formato de pequenos posts, apenas para deixá-los antenados sobre os nossos próximos passos. Este blog continua sendo o instrumento de difusão de informações da banda de uma maneira mais prolixa, com liberdade para que cada membro da banda escreva o que der na telha, relacionado diretamente ou não com a Metrópole Locomotiva.

Esse ano prometemos muitas novidades, voltaremos a fazer shows, tanto em Brasília quanto em outros lugares, lançaremos este novo disco, reacenderemos a chama do bom e velho rock and roll que nunca se apagou, apenas diminuiu de intensidade nos últimos anos devido ao envelhecimento dos membros, que agora são adultos responsáveis com trabalhos e obrigações extra-rock-and-roll.

Acessem a página da Metrópole Locomotiva no facebook e curtam! É muito simples, basta escrever no espaço de busca do teu perfil do facebook "Metrópole Locomotiva", entrar na página e curtir, desta forma as publicações da banda nesta rede social aparecerão no seu feed de notícias.

E fiquem com o link no Youtube da última música do nosso novo disco, chamada "Cinzas da Moral".

Cinzas da Moral

Um abraço, senhores e senhoritas!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Metropole no Palco Brasília

Olá Metropoleiros e Metropoletes!

 No último sábado nossos roqueiros deram uma entrevista bem legal, com várias palinhas, no programa Palco Brasília.
Quem quiser escutar é só entrar no http://palcobrasilia.wordpress.com/

Bjos

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Início do processo de gravação do novo cd


E aí pessoal, beleza?

Aqui quem vos escreve é o velho Caverna!

Venho aqui para informá-los que o novo cd da Metrópole começou a ser gravado hoje. Na verdade decidimos fazer uma gravação 100% independente. Não somos técnicos de som e não entendemos muita coisa de gravação, mas somos curiosos e temos boa vontade. Tenho certeza de que esse cd ficará muito bom. Deixo um link aqui de um pequeno vídeo que fiz hoje de manhã no ensaio documentando nossa saga por entre os altos e baixos do cansativo e interessante processo de gravação.

Link do vídeo

E aqui vai uma belíssima foto tirada no ensaio de hoje. hehehe.



Assim que tiver mais novidades volto ao blog para comunicá-los.

Um abraço senhores!